MT SUSTENTÁVEL Resíduos viram ativos econômicos em usina de álcool e açúcar

Editors Choice

3/recent/post-list

Geral

3/GERAL/post-list

Mundo

3/Mundo/post-list
NASA RO

MT SUSTENTÁVEL Resíduos viram ativos econômicos em usina de álcool e açúcar


O uso do resíduos de cana-de-açúcar em úsinas é o tema do episódio 24 do MT Sustentável.

Porto Velho, RO - O bagaço da cana-de-açúcar e a vinhaça são transformados em energia elétrica e em compostos para fertilização do solo. O resíduo vira subproduto e pode ser associado a outras práticas de sustentabilidade que colaboram na redução de emissões de gases do efeito estufa e nos impactos ambientais.

No município de Nova Olímpia, está localizada uma das maiores empresas de álcool e açúcar do país. Ela já faz o uso de grande parte do subproduto que chega a cerca de 1,5 milhões de toneladas por ano, capaz de fornecer energia elétrica. Essa é uma alternativa sustentável para as empresas produtoras de cana-de-açúcar da região mato-grossense.

A ideia principal, é pensar que o bagaço da cana-de-açúcar não precisa ser descartado, pois é considerado biomassa e assim pode se transformar em fontes secundárias de geração de energia. No município, a demanda de trabalho está bem ativa, o que resulta em altas quantidades do bagaço da planta.Eucalipto tratado: madeira renovável, ecológica e versátil

O diretor de uma das empresas produtoras da região, Jari de Souza, explica que o descarte da biomassa era motivo de preocupação, pois a quantidade reaproveitada era bem menor na geração de energia elétrica.

“No passado isso era uma preocupação, porque o volume aumentou e o que se utilizava na geração de energia elétrica era uma quantidade bem menor. Atualmente isso foi solucionado, porque tanto o aumento da capacidade de cogeração, como o uso na própria pecuária, tem tornado este bagaço in natura como fonte de produção de energia na empresa deles”, explica Jari.Fazenda se destaca pela qualidade de vida dos trabalhadores

Além disso, Jari conta que a queima do bagaço nas seis caldeiras da usina, produz energia elétrica suficiente para iluminar uma cidade de 100 mil habitantes. O processo realizado libera um vapor pelas chaminés, que não é fumaça, mas sim um sistema de jatos d’água que retêm poluentes e liberam apenas o vapor. As cinzas que sobram, são usadas nas lavouras de cana, um exemplo de economia circular.
Pesquisa visa a substituição do substrato comercial

Com aproximadamente 40 mil hectares de canavial, uma propriedade que realiza pesquisa de produção de mudas, vai produzir nesta safra, cerca de 4 milhões de mudas pré-brotadas (MPB), que melhoram a qualidade e produtividade dos canaviais. O objetivo é a substituição do substrato comercial pela composição do bagaço de cana e a torta de filtro, outro subproduto no processo da fabricação do açúcar e etanol.


Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

A supervisora de pesquisa e desenvolvimento, Lúcia Ferreira Rezende, é quem coordena as pesquisas. Ela explica que as pesquisas ainda estão no início, mas que já vê nas análises observadas, um forte concorrente a substituição do produto comercial.

“As pesquisas estão no início, mas nós já estamos caminhando para as primeiras análises. O que a gente já pode observar, é que dessa mistura de subprodutos, uma germinação, um pegamento bem semelhante ao substrato comercial. Futuramente, o que a gente espera é a substituição mesmo”, destaca a pesquisadora.
Economia circular reduz impactos ao processo produtivo

Outro subproduto a se reintegrar ao sistema produtivo é a vinhaça, resíduo da destilação da cana-de-açúcar. Para cada litro de etanol produzido, resultam de 10 a 12 litros de vinhaça, produto rico em potássio, utilizado na fertirrigação dos canaviais, que passam por canais e estações de bombeamento, e chegam até as plantações que estão há 30 quilômetros de distância da usina.


Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato GrossoConsultoria técnica orienta produção sustentável de bezerros em Mato Grosso

O gerente de sustentabilidade, Caetano Henrique Grossi, destaca que esses exemplos de economia circular, pretendem reduzir o quanto possível os impactos no processo produtivo. Há alguns anos, a empresa realiza inventários de emissões de gases de efeito estufa, com o objetivo de conquistar até 2035, o status de carbono zero.

“No ano de 2022 em relação a 2021, nós diminuímos em 34% nossas emissões de gases de efeito estufa, um número que vai chegar a 2035, a ser carbono zero. É um compromisso que a gente assumiu através do Programa Carbono Neutro, do Estado de Mato Grosso”, destaca Caetano.

Fonte: Por Olmir Cividini, Alexia Oliveira e Taian Bolzan

Postar um comentário

0 Comentários