EUA anunciam fim da agenda ‘woke’ nos quartéis

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EUA anunciam fim da agenda ‘woke’ nos quartéis


Presidente dos EUA, Donald Trump ao lado do secretário de Defesa Norte-Americano, Pete Hegseth. (Foto: Reprodução/Instagram/Acervo Pessoal/@petehegseth).


Porto Velho, RO
- O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta terça-feira (30) que revelou um conjunto de mudanças que visam eliminar aquilo que ele chamou de “agenda woke” nas Forças Armadas.

Em discurso realizado na base da Marinha em Quantico, na Virgínia, Hegseth afirmou que pretende restaurar “padrões rigorosos” de preparo físico, apresentação pessoal e liderança em todas as unidades militares. Ele mencionou a intenção de renomear o Departamento de Defesa como “Departamento de Guerra”.

Segundo ele, os novos critérios exigirão que todos os militares (independentemente de gênero) cumpram os mesmos requisitos físicos que já eram exigidos dos homens, mesmo que isso possa levar à redução do número de mulheres em algumas funções. “Se as mulheres conseguirem, excelente. Se não, é o que é”, afirmou. Ele também disse que “homens fracos também não se qualificarão”.

Hegseth criticou, durante seu discurso, o que chamou de décadas de “decadência” sustentada por programas de diversidade, “padrões rebaixados” e a politização das lideranças. Para ele, a missão das Forças Armadas têm de permanecer centrada em “preparar-se para a guerra e se preparar para vencer”.

Ele anunciou dez novas diretrizes, com entre elas:Retomada dos padrões físicos vigentes antes de 2015;
Aplicação semestral de testes físicos neutros em gênero, desde recrutas até generais de quatro estrelas;
Regras rígidas de apresentação (cabelo, barba etc.);
Redução de cursos teóricos obrigatórios em favor de treinamento prático de campo e tiro;
Devolução da autoridade disciplinar a comandantes e suboficiais, com menos espaço para “denúncias frívolas” segundo ele.

No discurso, Hegseth também criticou a aplicação de conceitos como “liderança tóxica”, “bullying” e “trotes”, apontando que tais noções teriam sido usadas para punir oficiais mais rígidos e favorecer quem, em sua visão, não tinha perfil de risco.

Ele contextualizou as mudanças sob a justificativa de que os EUA enfrentam ameaças externas crescentes, citando o avanço da China entre outros rivais. Também disse que quem não estiver alinhado a seus novos princípios poderia pedir demissão voluntariamente: “Se estas palavras estão fazendo seu coração afundar, você deve fazer a coisa honrosa e pedir demissão”, afirmou.

Fonte: por Pedro Taquari

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