Doria se rebela contra PSDB e vê candidatura naufragar


Em carta ao PSDB, João Doria diz ser vítima de um golpe do próprio partido contra sua candidatura à Presidência da República| Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


Porto Velho, RO - Os Correios, que estão em processo de desestatização, pagaram na última sexta-feira (13) R$ 260 milhões em dividendos ao Tesouro Nacional. Curioso, porque desde 2013 a empresa só tinha prejuízo. Nada como botar ordem na casa, essa mesma casa que já foi premiada pela União Postal Internacional pela excelência dos seus serviços. Parabéns aos carteiros, em primeiro lugar, aos demais operadores dos Correios e, claro, à administração que está fazendo isso.

Doria se rebela

O PSDB tem um problema sério a enfrentar. A executiva nacional do partido convocou uma reunião de emergência para terça-feira (17) depois que o ex-governador João Doria divulgou uma carta em que se rebela contra a direção do PSDB.

Pré-candidato do partido à Presidência da República, Doria diz que está sendo vítima de um golpe, de um tapetão, o que todo mundo já sabia, por causa do acordo que se desenha com o MDB. Ele ganhou as prévias tucanas, mas não vai levar – aliás, sabe-se lá como ele venceu o Eduardo Leite, que largou o governo do Rio Grande do Sul para ser candidato a alguma coisa e certamente não para deputado federal e nem para ser vice de ninguém. Parecia ter alguma garantia e lá foi ele.

Mas Doria não precisava ser muito esperto para perceber o "golpe" e então mandou uma carta reclamando. O União Brasil, o PSDB e o MDB falaram que na próxima quarta-feira, dia 18 de maio, vão anunciar um candidato único do grupo da "terceira via democrática", como eles se autodenominam, mas o União Brasil já caiu fora.

Agora, o MDB está apresentando Simone Tebet como presidenciável, que já disse que não vai ser vice de ninguém. E o Doria, que certamente tem um ego de não aceitar ser vice de ninguém, já desconfiou que estão dando um chega para lá nele.

O senador Tasso Jereissati (CE), um dos caciques tucanos, deu uma entrevista à GloboNews dizendo que há três opções na mesa: uma é seguir Simone Tebet, a outra é chegar a uma outra composição e a terceira é seguir com Doria e seja o que Deus quiser.

O deputado Aécio Neves (MG) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deram declarações para o público ver, afirmando que o PSDB tem que respeitar o resultado das prévias, mas claro que quem conhece os tucanos não acredita nessa conversa.

"Drama cruel"

O MDB, por sua vez, está num "drama cruel", como chamou o ex-senador Pedro Simon, de 92 anos, em entrevista ao Estadão. Ele disse que o lado do partido que quer apoiar Lula é aquele da Lava Jato, que deveria estar sendo processado se o Supremo Tribunal Federal não fizesse aquele jogo de troca-troca, um protege o outro. São os mesmo que participaram de um jantar na casa do ex-senador Eunício Oliveira (MDB), um mês atrás, em que Lula foi o convidado de honra.

Agora ocorreu um outro jantar, na casa da senadora Kátia Abreu (PP-TO), com os ministros do Supremo Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes; o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o filho dele, ex-governador de Alagoas, os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Jaques Wagner (PT-BA) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), além do próprio Eunício.

O que é que está acontecendo? São dois grandes partidos que não têm candidato pra disputar com Jair Bolsonaro e Lula. Esse é o drama do PSDB e do MDB, que não sabem o que fazer diante disso.

Plágio

Agora muito estranho foi o ministro do STF Alexandre de Moraes dizer, num congresso de juízes, na Bahia, que "a internet deu voz aos imbecis". Como não citou Umberto Eco, que disse isso há sete anos, Moraes está cometendo plágio, devia ter citado o autor.

Mas ele está chamando a nós todos de imbecis e até comete um deslize aí porque imbecilidade é uma doença da senilidade, aí pega o Estatuto do Idoso, é complicado...

Mas um jurista amigo meu disse que é muito estranho que o homem que vai presidir as eleições de outubro esteja emitindo opiniões assim, a três por dois. É o novo topo do Judiciário brasileiro: juiz emitindo opinião quando o princípio é que o juiz fale somente nos autos e emita suas conclusões no seu voto ou na sua sentença.

Fonte: Por Alexandre Garcia

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