Ministério Público deflagra megaoperação em combate a desmatamento em Rondônia

Orgãos de fiscalização e policiais participam da ação na zona rural e urbana de Cujubim a Porto Velho

Porto Velho, RO - O Ministério Público de Rondônia deflagrou uma mega operação em combate a desmatamento na região conhecida como Soldado da Borracha, localizada entre Cujubim (RO) e Porto Velho (RO).

Participam da ação na manhã desta terça-feira (14) o Ministério Público de Rondônia (MPRO), a Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Meio Ambiente (DERCCMA), o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA).

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), com apoio do Núcleo de Operações Aéreas da Secretaria de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania (NOA) e do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (BOPE).

Os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão em áreas urbana e rural, além de constatação de dano ambiental em grande extensão de terras situadas na região conhecida como Soldados da Borracha, durante a Operação Arigós.

Segundo o MP, a operação é um desdobramento de investigação em curso. Na fase atual o objeto é a apuração de crimes ambientais praticados na Estação Ecológica Soldados da Borracha.

A unidade de conservação de proteção integral, tem como única e exclusiva finalidade a preservação da natureza e realização de pesquisas científicas. Mas nos últimos anos tem sido alvo de desmatamentos.

A investigação aponta dano ambiental de 9.684 hectares, equivalente a quase 9.000 campos de futebol, cujo valor foi monetariamente estimado em R$ 345.000.000,00.

Nesta fase da investigação pretende-se identificar os autores e beneficiários dos crimes ambientais, que normalmente atuam à distância, valendo-se de interpostas pessoas para construírem uma espécie de blindagem contra as responsabilidades criminais, cíveis e administrativas decorrentes dos ilícitos cometidos a seu mando e conseguirem usufruir o respectivo proveito sob o manto da impunidade.

Arigó é o nome de uma ave conhecida por suas características migratórias em bando e, por tal razão, passou a ser o apelido atribuído aos antigos soldados da borracha, nordestinos que migraram para a Amazônia na década de 1940 para trabalharem na extração de látex, durante a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Diário da Amazônia

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