Cargill quer empoderar produtor rural no compromisso com agricultura sustentável


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Porto Velho, RO
- O debate sobre a sustentabilidade não é novo no agronegócio. Mas, a cada dia que passa, as empresas estão promovendo ações afirmativas para que o Brasil se consolide ainda mais como uma nação que produz em harmonia com a preservação ambiental. Para que isso ocorra, é preciso atuar em diversas frentes, mas um dos pilares fundamentais ainda é o produtor rural.

Pensando nisso, a Cargill, uma das empresas mais tradicionais no setor do agronegócio brasileiro e mundial, anunciou novos programas para conectar atores sociais das áreas agrícola, ambiental, acadêmica e empresarial em um conjunto de ações que apoiem os agricultores na implementação de práticas ainda mais sustentáveis no Brasil.

A iniciativa tem como objetivo liderar a construção de um modelo de agricultura sustentável e resiliente que promova a alta produtividade, o uso eficiente da terra e a conservação da biodiversidade, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e garantindo a segurança alimentar do planeta. E o produtor brasileiro tem um papel central nesse contexto.
Uma nova era sustentável

A empresa criou uma parceria para lançar novos programas com foco na regularização ambiental de fazendas e na restauração de 100 mil hectares de terras nos próximos cinco anos, fortalecendo nosso compromisso de contribuir para uma agricultura mais sustentável.

O desenvolvimento do programa de restauração reuniu alguns dos mais relevantes especialistas do Brasil. Na fase piloto, foram selecionados sete projetos de restauração em diferentes biomas. Juntos, eles somam 6 mil hectares em restauração.


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“Os produtores têm um papel central na jornada de termos uma agricultura sempre à frente e sustentável”, afirma Renata Nogueira, líder de Sustentabilidade das Cadeias de Suprimentos Agrícolas da Cargill na América do Sul. “Quando fazemos parceria com agricultores, podemos ajudar a tornar a adoção de práticas sustentáveis não apenas a coisa certa a fazer, mas também financeiramente viável. É assim que criamos impactos reais e positivos no ecossistema que alimentarão as pessoas por gerações”.

Segundo a empresa, os programas criados em parceria com organizações ambientais nacionais e regionais também irão:

– Apoiar os agricultores no desenvolvimento de técnicas para gerenciar suas áreas produtivas de uma forma mais sustentável;

– Fornecer incentivos e recursos para aumentar a lucratividade;

– Desenvolver recursos para ajudar os agricultores na regularização ambiental.

Como funciona?

A companhia está lançando iniciativas que visam apoiar os produtores na adequação ambiental e na restauração de áreas degradadas, contribuindo para o cumprimento do Código Florestal.

São elas:

● Programa de Regularização Ambiental

Aqui, a empresa apoia produtores a fazer a regularização ambiental das suas propriedades, com um projeto piloto em parceria com a consultoria Preserv. A região atendida compreende os municípios de Balsas, Tasso Fragoso, Riachão, São Domingo do Azeitão e Loreto, todos no Maranhão. O projeto consiste em promover apoio técnico para análise e avaliação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), seguido da elaboração dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs) nas propriedades. A iniciativa já conta com 35 produtores e mais de 60 mil hectares.

“Criar sistemas agrícolas que proporcionem retorno econômico aos agricultores e acesso a suporte técnico para regularização ambiental e restauração de terras, com uso eficiente dos recursos naturais, é imperativo para gerar mudanças duradouras no Brasil.

Estamos orgulhosos de fazer parceria com a Cargill em seus esforços para apoiar os agricultores no Brasil que, em troca, terão um impacto global positivo", explica a sócia da consultoria Preserv, Pollyana Câmara.

Um dos parceiros da Preserv Ambiental é a família de Joel Carlos Hendges, coproprietário da fazenda Agropecuária Seis Irmãos, de 8.300 hectares, em Balsas, no Maranhão. Com 40 anos na região, a família quer dar um passo ainda mais concreto rumo à sustentabilidade.

“Minha esperança para o futuro – como produtor rural e representante da família – é que a população mundial entenda que o produtor não é inimigo deles ou da natureza”, diz Joel. “O produtor rural não pode produzir sem equilíbrio ecológico”, completa.

● Programa de restauração


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Para desenvolver essa iniciativa, a Cargill reuniu um grupo com os mais reconhecidos especialistas em restauração no Brasil, em conjunto com consultorias, organizações não governamentais, associações produtoras e produtores rurais. Com base em estudos desenvolvidos por esse grupo, foi estabelecida a meta de restaurar 100 mil hectares de áreas de reserva legal (RL ) ou áreas de proteção permanente (APP) nos próximos cinco anos – uma extensão de terra que equivale às áreas urbanas de Salvador e Porto Alegre somadas.

A Cargill explica que, além de proteger as áreas cultiváveis de hoje, é importante recuperar as fazendas de ontem. Afinal, a recuperação de terras antes cultivadas, assim como de áreas de proteção permanente e reserva legal, pode melhorar a biodiversidade e fortalecer os ecossistemas em biomas críticos como o do Cerrado brasileiro.

Do sequestro de carbono à conservação da biodiversidade, do solo e da água, o trabalho já está em andamento no Cerrado e na Mata Atlântica. Um exemplo: a recuperação de áreas abertas no Matopiba, na Bacia do Ribeirão Taquaruçu Grande, que abastece de água potável uma cidade de mais de 300 mil habitantes na região central do Brasil.

Ali é utilizado o conceito conhecido como “abordagem de paisagem”, que entende a biodiversidade de cada região como um sistema único, respeitando não apenas a vegetação nativa, como também as características socioeconômicas das comunidades
envolvidas.

Para entender melhor o funcionamento desta iniciativa, foram implementados sete projetos pilotos.

● Apoio à produtividade, por meio dos sistemas de integração lavoura, pecuária e florestas

Aqui, a empresa trabalha no fortalecimento do programa Integra Zebu, que promove a recuperação de pastagens degradadas em todo o país, por meio dos sistemas de integração lavoura e pecuária (ILP) e integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF). Em fase piloto, são apoiadas 15 unidades de referência em 12 municípios de Minas Gerais. Na segunda fase, o programa chegará ao Tocantins, Goiás e Mato Grosso.

Também foi firmada uma parceria com Fameg, Senar, Inaes e o Sindicato Rural de Uberlândia, onde os agricultores da região terão acesso a assistência técnica e insumos para recuperação de pastagens, integração entre lavoura e pecuária recomposição de áreas de RL e APP, assim como outras atividades ligadas à produção e uso consciente dos recursos naturais. Na primeira onda serão 200 produtores atendidos, com 3 mil hectares já mapeados de recuperação de pastagens e 1.200 hectares para restauração.

Fonte: Por Cargill

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