“Casa Avião” em Porto Velho atrai turistas que buscam conhecer de perto réplicas de aeronaves

Após construir dois aviões, Gerardo de Araújo está projetando um helicóptero

Porto Velho, RO
- Famoso pela fabricação de aviões no quintal de casa, Gerardo Benedito de Araújo, de 68 anos, é dono de um ponto que acabou integrando a rota do turismo na capital e que atrai diversos curiosos para conhecer de perto réplicas de aeronaves.

Um sonho de infância que começou a ser desenhado muito cedo, mas que só ganhou força por volta dos 65 anos. “A ideia de construir a Casa Avião é um sonho de criança que não se apagou da minha mente e que depois, com a idade de 65 anos, consegui realizar”, explica Geraldo Araújo.


Casa Avião ​agora consta no material promocional

Acoplado à casa onde mora com a esposa, no quilômetro 1​3 da Estrada do Areia Branca, na zona rural de Porto Velho, o primeiro modelo fabricado foi uma aeronave europeia da fabricante Airbus. Foram precisos quatro anos até que a aeronave idêntica ao modelo original fosse concluída.

O segundo modelo fabricado foi o avião Phenom 100, da Embraer. O jatinho artesanal tem todos os detalhes externos iguais ao original. Por dentro, na parte interior, as reproduções são tão reais que a sensação é de que a pessoa realmente está dentro de uma aeronave que possui exatamente as representações realísticas das telas Garmin Prodigy e o icônico manche de gaivota e motores na posição certa, com pinturas iguais ao da Embraer.

A repercussão de Gerardo Araújo foi tão grande, que a própria Embraer mandou uma equipe da empresa para conhecer o projeto dele. Além da visita técnica da fabricante, Gerardo ganhou diversos presentes da empresa, incluindo uma viagem junto da esposa para conhecerem de perto a fabricação de uma aeronave.

A titular da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho (Semdestur), Glayce Bezerra, conheceu a casa e as aeronaves fabricadas pelo idoso, que também já está concluindo a construção de um helicóptero.

“É impressionante a semelhança das aeronaves se comparado aos modelos originais, eu mesma fiquei fascinada com o tamanho e os detalhes que ele trabalhou com tanto cuidado. É fantástico. Convido a população para vir aqui e conhecer essa verdadeira obra de arte, é totalmente de graça e bem fácil de chegar”, expressou Glayce Bezerra.


Gerardo concretizou sonho dentro de sua propriedade, na zona rural de Porto Velho

HISTÓRIA

Nascido em 11 de abril de 1954, no município nordestino de Viçosa, na Serra da Ibiapaba, no Ceará, Geraldo Araújo passou por muitas dificuldades no sertão onde morava com o pai e os outros 12 irmãos. Convicto de que precisaria mudar de vida, em 1972, aos 18 anos, começou a trabalhar no comércio do tio para juntar dinheiro com a finalidade de comprar uma passagem para Porto Velho.

“Vivíamos sem muitos recursos, sem ensinamento, sem colégios, sem nada, e a gente se criou até eu começar a trabalhar para juntar o dinheiro do salário e comprar uma passagem de ônibus para cá”, conta Gerardo Araújo.

Após uma boa temporada na capital rondoniense, Gerardo resolveu mudar de cidade novamente. O município escolhido foi Manaus, no Amazonas. Posteriormente, migrou para Boa Vista, Roraima, extremo norte do país.

Depois de idas e vindas, retornou a Porto Velho e foi dessa vez que encontrou um motivo a mais para fincar as raízes em solo beiradeiro. “Voltei para cá, fui trabalhar na praça. Na mesma época, conheci a minha mulher e desde então não fui mais embora. Já estamos juntos há 48 anos”, ressalta.


Morador buscou reproduzir detalhes internos das aeronaves

A esposa, Isabel Frota de Araújo, de 67 anos, foi uma das peças fundamentais para que ele pudesse colocar em prática o tão sonhado projeto de fabricar réplicas de aeronaves.

Sem nunca ter entrado em um avião e sem muito acesso a recursos tecnológicos que pudessem oferecer melhores informações sobre os detalhes de uma aeronave real, Gerardo Araújo ficava atento aos aviões que passavam no céu e as conversas de pessoas que já possuíam experiências com viagens aéreas.

“Quando eu era criança desenhava a aeronave no chão. Eu lembro que a gente chamava de avião de leite. Era chamado assim porque ele sempre passava na hora que a gente ia tirar o leite da vaca. Víamos somente aquela coisinha bem pequenininha passando no céu. Além disso, quando eu era menino, via as pessoas conversarem sobre avião, então eu sempre estava lá perguntando como eram as aeronaves de perto”, conta.

SERVIÇO


A Casa Avião ​consta no material promocional "Circuito Fora de Rota"​ distribuído pela Semdestur​. A visitação​ ao local​ acontece ​mediante​ agendamento ​através do telefone: (69) 9 9283-9564, em horário comercial.


















Fonte: Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)

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