Disputa pelo governo do Estado em Rondônia poderá ter Cassol


Caso o ex-governador consiga a elegibilidade certamente virá patrolando os adversários na corrida sucessória


Porto Velho, RO - A decisão liminar do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, que suspende os efeitos das condenações por improbidade administrativa, que atingiu diretamente inúmeros políticos tornando-os inelegíveis, ao analisar processo do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, relacionado a Lei da Ficha Limpa, também favorece o ex-governador de Rondônia, Ivo Cassol. A ação do ministro Martins deverá provocar uma mudança radical no processo eleitoral em Rondônia.

Ex-prefeito de Rolim de Moura, ex-governador em dois mandatos seguidos, ex-senador, Cassol está envolvido na Lei da Ficha Limpa e, até então, estava inelegível. Com a decisão do ministro, que depende, ainda, de julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que ocorrerá no próximo dia 3, dois dias antes do prazo final das convenções partidárias, para escolha dos candidatos, que estarão concorrendo nas eleições gerais de outubro próximo, Cassol se torna elegível.

Está em vigor desde 2021 a nova Lei de Improbidade Administrativa. O julgamento do STF, segundo a pauta de 3 de agosto é sobre a retroatividade da Lei de Improbidade. Se for a favor, Cassol estará em condições legais para concorrer ao governo do Estado nas eleições de outubro.

Apesar de se eleger senador por Rondônia em 2010 (454.087), Cassol nunca negou que seu projeto político, além de o sonho de chegar à presidência da República, era voltar a governar Rondônia. É político de ações populistas, diz o que o povo quer ouvir e administra de forma direta e prática.

Também não é de levar desaforos para casa. Com ele é bateu, levou.

Hoje temos como pré-candidatos a governador e Rondônia o atual, Marcos Rocha (União Brasil), senador Marcos Rogério (PL), Vinícius Miguel, da Frente Democrática (PSB, PT, PV, Solidariedade e PCdoB), o deputado federal Léo Moraes (Podemos) e o PSTU com o radialista Didas Cordeiro e o ambientalista Almir Casal, (vice).

As convenções ocorrerão no período de 20 deste mês de julho a 5 de agosto, quando os partidos deverão decidir os nomes dos candidatos a governador, vice, senador e deputados (federal e estadual), além de a presidência da República.

A possibilidade de Cassol poder participar das eleições deste ano é enorme. A decisão do STF no próximo dia 3 será fundamental para o futuro político do Estado. Hoje o MDB, ainda, não tem pré-candidato a governador em Rondônia, apesar de contar em suas fileiras com nomes expressivos e em condições de governar o Estado. Inclusive comenta-se, que o senador e ex-governador Confúcio Moura, poderá ser o nome emedebista para concorrer ao governo do Estado. Nada confirmado.

O PSDB enfrenta um impasse, pois o seu líder maior, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves fechou parceria com o governador Marcos Rocha. O ex-prefeito de Porto Velho e ex-deputado federal, um dos fundadores do PSDB em nível nacional se lançou pré-candidato a governador, mas Hildon não aprovou. Hoje há um impasse enorme no partido, inclusive a possibilidade de Hildon deixar o ninho tucano.

Na possibilidade de o ato do presidente do STJ, Humberto Martins sobre a retroatividade da Lei de Improbidade Administrativa for acatado pelo STF, a expectativa é de mudança radical no processo político da sucessão estadual em Rondônia. Certamente Cassol não ficará de fora e virá “patrolando” o que encontrar pela frente, pois terá como mote de campanha a condenação injusta, que o estava alijando do processo eleitoral.

Bom para o eleitor rondoniense, que poderá ter mais uma opção para votar, o que é sempre saudável no processo eleitoral democrático.

Fonte: Por Waldir Costa / Rondônia Dinâmica

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