Questionado e cobrado sobre destinação milionária de dinheiro do Orçamento Secreto, Marcos Rogério silencia e dá de ombros à imprensa


Situação faz com que o congressista do PL se coloque, pela primeira vez em muito tempo, no modo defensivo

Porto Velho, RO – O senador de Rondônia Marcos Rogério, do PL, dado à tática do “pá-pum”, ou seja, ser citado e logo responder, especialmente em vitrines governistas, chapas-brancas, enfim, “imprensa marrom”, como age contemporaneamente a Jovem Pan, por exemplo, está há dias no modo defensivo.

Destoando às ofensivas contumazes direcionadas a jornalistas “fora da sua bolha”, calcados especialmente em pautas do mundo real, o congressita aquartelou-se nos últimos dias desde que passou a ser cobrado pelo dispêndio milionário da fatia do Orçamento Secreto encaminhada em seu nome.

De fato, na primeira leva, quando o site “O Antagonista”, que cobre os bastidores da política nacional, “levantou a bola” sobre uma cota ínfima, ele até se posicionou quando viu a repercussão em seu estado.

Ao seu estilo debochado, com meio-sorriso na boca, patrocinou a autodefesa justicando o injustificável e revelando, ainda, ter “encaminhado” ainda mais.

“Narrativas”, naquele estilo inaugurado em suas performances na CPI da COVID-19.


Falta Marcos Rogério justificar, no entanto, a destinação de R$ 112 milhões. Isto, vez que o site Congresso em Foco o colocou, em maio deste ano, como “VIP do Orçamento Secreto”. E em oitavo lugar no quadro geral. No PL, atual legenda do presidente Jair Bolsonaro, ele é o segundo que mais garantiu aplicação de emendas.

Jornais de Rondônia repercutiram os últimos valores. E, por ora, deixam claro em suas manifestações que as contas não fecham. Portanto, cobram e questionam o membro da Câmara Alta, e com razão. Como uma figura pública que sempre tem resposta para tudo de repente silencia sobre um tema tão importante? Cabe a Marcos Rogério, sim, se manifestar publicamente a respeito desses valores, comprovando, minuciosamente, e de maneira documental, de preferência, a aplicação de todo esse dinheiro, fechando as contas.

Afinal, o dinheiro não pertence à República. Os recursos não são de Marcos Rogério. A monta não é de um ser humano específico ou de determinado local. O dinheiro público é do povo, tem de ser respeitado, e, para além de tudo isso, é necessário que políticos e/ou quaisquer outras figuras públicas passam a prestar contas com maior rigor e transparências possíves.

Com a palavra, o senador.

Fonte: Por Rondoniadinamica


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