
Indústria brasileira - Foto: José Paulo Lacerda/CNI.
Porto Velho, RO - Números dos Indicadores Industriais divulgados nesta sexta (7) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) evidenciaram que a situação do faturamento da indústria se agravou em setembro, com queda de 1,3%, um mês após ter encolhido 5,2%, em agosto. O emprego também recuou 0,2% em setembro, interrompendo uma sequência de estabilidade entre maio e agosto. E a massa salarial caiu 0,5% entre agosto e setembro.
O levantamento da CNI ainda registrou que mês de setembro ainda foi negativo quanto à Utilização da Capacidade Instalada (UCI) do setor industrial. Houve um recuo de 78,3%, em agosto, para 77,9% em setembro. O patamar atual da UCI está 2,1 pontos percentuais abaixo do registrado em setembro do ano passado.
A especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, avalia que a indústria de transformação vem perdendo dinamismo em 2025, movimento acentuado nos primeiros meses do segundo semestre, com reflexos no faturamento do setor.
“A demanda doméstica por bens industriais cresceu ao longo de 2024, mas perdeu força este ano. Isso se deve tanto aos efeitos dos juros sobre o crédito, que ficou mais caro e de mais difícil acesso aos consumidores, como também à penetração de produtos importados, que têm capturado parte relevante do mercado da indústria nacional”, analisou Nocko.
Acumulado ainda positivo
A CNI pondera que, mesmo com a sequência negativa, o faturamento do setor nos nove primeiros meses de 2025 acumula alta de 2,1% no faturamento, em relação ao mesmo recorte do ano passado.
E, até abril deste ano, o indicador de emprego acumulava 18 meses consecutivos sem queda. Ainda assim, o emprego cresceu 2% nos nove primeiros meses de 2025, frente ao mesmo período de 2024. “O emprego acompanha a queda de desempenho da indústria de transformação”, comentou a especialista em Políticas e Indústria da CNI.
Em relação à massa salarial, o resultado acumulado do ano (janeiro a setembro) representa um recuo de 2,4% em relação ao mesmo período de 2024.
A pesquisa ainda expõe que o número de horas trabalhadas permaneceu estável, depois de sensível alta de 0,1% entre agosto e setembro. Entre janeiro e setembro de 2025, o indicador acumula alta de 1,3%. O rendimento médio real dos trabalhadores também não mudou. No entanto, o índice caiu 4,4% nos nove primeiros meses do ano, frente ao mesmo recorte de 2024.
Veja a análise divulgada pela Agência de Notícias da Indústria:
Fonte: Por Davi Soares


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