
Ministro do STF, Dias Toffoli. (Foto: Carlos Moura/STF).
Porto Velho, RO - O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), acumula 25 pedidos de impeachment protocolados no Senado Federal, todos aguardando análise do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP).
A contagem não incorpora uma nova solicitação anunciada pelo Partido Novo em 12 de fevereiro de 2026, ainda não registrada no sistema formal da Casa.
Entre as representações registradas no início de 2026, três estão diretamente vinculadas ao caso do Banco Master, uma investigação da Polícia Federal que apura supostas fraudes na emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs).
Esses três pedidos foram apresentados em 26 de janeiro, 3 de fevereiro e 6 de fevereiro e citam o envolvimento de Toffoli em atos relacionados ao processo antes de sua saída da relatoria.
A relação do ministro com o caso ganhou destaque após a divulgação de menções ao seu nome no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante as investigações.
Em consequência, Toffoli optou por deixar a relatoria do processo, que foi então redistribuída a outro magistrado do STF.
Além dos pedidos mais recentes, há representações pendentes desde 2025, incluindo algumas que abordam decisões do ministro em casos distintos, como uma suspensão de multa de mais de R$10 bilhões referente à JBS em 2023.
O procedimento de impeachment de ministros do STF está previsto em lei desde 1950, com trâmite semelhante ao aplicado a presidentes da República, mas nunca foi concluído com a destituição de um magistrado.
Cabe ao presidente do Senado decidir sobre o prosseguimento de cada denúncia, primeiro em fase de admissibilidade antes de eventual comissão e votação no plenário.
Até o momento, os pedidos seguem em tramitação no Senado, com a decisão sobre a abertura ou não dos processos ficando a cargo da Mesa Diretora.
Fonte:Por Pedro Taquari


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