Eleições 2022 em Rondônia – Bolsonaro, Lula ou nem um nem outro? Neutralidade vai ter vez no pleito deste ano?


Quem quiser “cair fora” do duelo envolvendo conservadores e progressistas pode acabar sem encontrar o eco desejado junto à população

Porto Velho, RO – A Região Norte está infestada de bolsonaristas. E em Rondônia, especialmente, o apoio ao presidente da República Jair Bolsonaro, do PL, ainda é massivo.

Por isso, além de seus parceiros de longa data, como o atual governador Coronel Marcos Rocha, do União Brasil, coerente ao preservar a parceria, há novos adeptos, a exemplo do senador Marcos Rogério, seu correligionário.

O senador da República, que já foi deputado federal, foi de esquerda no passado, pertencendo aos quadros do PDT de Ciro Gomes, legenda brizolista braço forte do trabalhismo no Brasil. Depois, no DEM, compôs o famigerado Centrão, e só agora, recentemente, passou a integrar de corpo e alma o espectro bem mais à direita. Na realidade, a despeito de eleger-se em 2018 sob a égide demista, o congressita já pressentia o caminho dos ventos e encerrou o pleito fazendo a tal “arminha” com as mãos, telegrafando seus passos na político. Passos este que de fato trilhou.

Entretanto, mudar de ideia e escolher faz parte do jogo político. Os caminhos são feitos de opções e alianças. É da coisa. Se Rocha é simétrico em seus passos e o xará Rogério instável, não importa. Importa é que a dupla já decidiu com quem rumará de mãos dadas visando o futuro.

Lado outro, passados quase quatro anos do início do atual comando da União, a figura de Messias, como não poderia deixar de ser, perdeu fatia da popularidade por conta do exercício do mandato.

Desemprego, inflação disparada, preço dos combustíveis nas alturas e isto tudo sem contar as inúmeras mortes desnecessárias por conta do Coronavírus (COVID-19/SARS-CoV-2) retiraram parcialmente a áurea mitológica do ocupante do Planalto torndo-o mero “mortal”, passível de críticas e por vezes até abandonado por antigos fãs.

O desgaste o abalroou.

E esse desgaste também ocasionou o ressurgimento do petismo, hoje encarnado quase cem por cento exclusivamente na figura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula.

Vinícius Miguel, hoje no PSB de Geraldo Alckmin, que concorre a vice na chapa de Lula; e o sempre candidato Pimenta de Rondônia, do PSOL, também levantarão o nome do pernambucano de Caetés. Com isso, irão abraçar os opositores de sempre e também dissidentes, se os convencerem em seus respectivos planos de administração.

Isso eviscera que é uma disputa de lado onde dificilmente os tipos em cima do muro conseguirão se equilibrar. Como age Léo Moraes, deputado federal do Podemos, cuja carreira política é muito bem-sucedida.

Se diferentemente de 2016 Moraes hoje atua de maneira inteligente e logisticamente correto sem “colisões” desnecessárias, pode acabar pecando justamente por conta da inanição quanto a definir quem, na realidade, tem um projeto real para o Brasil vindouro.

Como quando o ex-juiz Sérgio Moro ainda era cotado pelo seu partido para brigar pela sucessão. Moraes jamais tocou em seu nome neste contexto específico.

Soa como quem não tem senso de pertencimento.

Em caso de a solução não estar em Lula nem em Bolsonaro, é preciso saber sua visão a respeito. E é preciso saber o que pensa sobre o maniqueísmo político a permear as terras invadidas por Pedro Álvares Cabral.

Com o povo fervilhando, quem quiser “cair fora” do duelo envolvendo conservadores e progressistas pode acabar sem encontrar o eco desejado junto à população.

Fonte: Rondoniadinamica

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