Esperteza obriga posse de vice em viagem do titular


Segundo presidente Jair Bolsonaro, empresários brasileiros estão interessados em investir no país vizinho. Foto: Alan Santos

Porto Velho, RO
- Adotada desde o Império, mas ainda em vigor graças à esperteza dos políticos, uma regra constitucional ordena posse do vice ou do substituto imediato quando o titular se afasta do Estado, no caso de prefeito e governador, ou viaja ao exterior, quando presidente. 

Aconteceu de novo: com a visita de Bolsonaro à Guiana, tanto o vice quanto o presidente da Câmara, substitutos naturais, gastaram quantias nunca reveladas de dinheiro público para saírem do País, driblando a obrigação de assumir.

Antes, tudo bem

Vices assumiam na primeira República, por exemplo, para o País não ficar à deriva enquanto governantes levavam meses viajando ao exterior.

Virou malandragem

Desde o DDI, a regra caducou, mas se mantém para governante fazer política e agradar o vice, e até favorecer sua aposentadoria como titular.

Dois presidentes?

O Brasil é o único país relevante a adotar essa prática, que custa caro e deveria anular atos, no exterior, de presidentes que não estão no cargo.

E a gente pagando...

Candidato a senador no Sul, Mourão arrumou uma viagem inútil e por nossa conta a Montevidéu, no Uruguai, para não ficar inelegível.

Fonte: Por Cláudio Humberto

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