Antes da eleição contra opositores, a guerra em Rondônia é da própria direita pelo coração de Jair Bolsonaro


Jaime Bagattoli, do PL, chegou a dizer que é o “candidato do coração” do presidente da República. Mas será que é mesmo?

Porto Velho, RO – Ter muitos aliados é na maior parte do tempo excelente, importante, imprescindível. Isto, especialmente na política. Entretanto, há o momento em que a fatura chega em formato de ônus.

Agora, por exemplo, neste período pré-eleição, o presidente da República Jair Bolsonaro, hoje no PL, vive entre a cruz e a espada, “pisando em ovos” para não “queimar largada”.

A ideia é não limar pretensões dos seus parceiros ideológicos, vez que muitos deles, regionalmente falando, irão se digladiar pela manutenção do poder ou por sua tomada à base do voto.

E isso inclui todos os filões e escalões da vida pública passando pelas assembleias legislativas com escalas nas sedes dos Poderes Executivos estaduais, desembocando em Brasília, na Câmara e no Senado Federal, e aportando, obviamente, no Palácio do Planalto, local que visa conservar sob sua posse por mais quatro anos – pelo menos.

E em Rondônia há uma peculiaridade. O bolsonarismo relativamente recente não minguou tanto quanto no restante do País, e, aparentemente, se algo extraordinariamente contrário não ocorrer daqui a outubro, a direita continuará largando as cartas na mesa, com a sensível diferença de, de repente, apresentar menor profusão do que a força de outrora.

É a opinião do jornal.

Esse imbróglio interno já fora reforçado em editorial passado quando o Rondônia Dinâmica apresentou credenciais “novas” à sombra de Bolsonaro.

Este eletrônico sacramentou a visão de que a estratégia fácil de 2018 estritamente voltada a entoar o sobrenome do morador do Alvorada não carregará a mesma sequela vindoura.

“Resumidamente, nomes como Josinelio Muniz ; Sofia Andrade (algo como uma ‘Sara Winter’ no contexto micro); Chico Holanda (versão local do ‘Véio da Havan’); Bruno Scheid (visitante contumaz do Gabinete presidencial) e Jaime Bagattoli (pecuarista bom de voto) terão dificuldades se pensarem traçar a mesma rota do passado.

Porque só repetir como mantra as credenciais de Jair Bolsonaro e reproduzir, retoricamente, seus posicionamentos mais contundentes e polêmicos pode não ser o suficiente para contribuir com essa eleição que, para eles, será trifásica”.

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Ainda assim, existe essa peleja em que arquétipos do espectro destro lutam por uma posição no lado esquerdo do peito de Bolsonaro.

Jaime Bagattoli, do PL, por exemplo, chegou a dizer que é o “candidato do coração” do presidente da República.

Mas será que é mesmo?

Soa forçado quando alguém se autointitula como tal. Marcos Rogério, senador da República, também correligonário do chefe da União, excursiona emissoras de rádio para tentar fundamentar esse amor gigante que, por ora, é manifestado de maneira unilateral.

Porque apesar de os filhos bajularem Rogério, bem, os filhos são os filhos; o presidente é o presidente.

A coisa é bem diferente do que quando Marcos Rocha, por exemplo, é citado nas redes sociais do presidente como parceiro irrestrito da pauta do teto de 17% do ICMS de combustível, energia elétrica, transportes e telefonia, com postagem fixada no topo do perfil do Facebook e Twitter, além de veiculada no Instagram.

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Um ato espontâneo que denota aliança, conservação de parceria, de respeito mútuo. Independentemente do objeto da discussão, passível, sim, de críticas e questionamento.

Outros, como Sargento Eyder Brasil e Coronel Chrisóstomo, que vieram com a “onda de 2018”, apostam as fichas nesse vínculo e aguardam ansiosamente a retribuição do sentimento. E que esta retribuição, inclusive, lhes garanta a recondução para os seus postos atuais.

E há Mariana Carvalho, recém-chegada às hostes do conservadorismo, remando de acordo com a maré e seguindo o fluxo do vento.

Todos eles querem um lugar no coração de Bolsonaro, que é, na realidade, o propósito político-social; porém a verdade, no fim das contas, é que nem todos cabem.

Fonte: Por Rondoniadinamica

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