Violência política é inaceitável



Porto Velho, RO - O clima está pesado em nosso país. Não coloco isso na conta da tal polarização, pois esta é parte natural e até desejável da política. Identificar os polos é crucial para saber em quem votar. Um lado é defensor da banalização do aborto, o outro sai em defesa incondicional da vida. Um lado quer o estado gigante e controlador, o outro quer liberdade individual. E por aí vai.

Mas o tribalismo do "nós contra eles", e pior, a demonização do adversário, isso pode ser perigoso. Se do outro lado não enxergamos indivíduos equivocados, mas sim monstros perigosos, então estamos a um passo da morte da política e sua substituição pela simples luta pela sobrevivência.

É por isso que o esforço midiático em rotular um dos lados como "fascista" ou mesmo "genocida", enquanto o outro lado, bem mais radical e corrupto, acaba chamado de "democrata", em nada ajuda no ambiente.

E chegamos a casos trágicos como a morte de uma pessoa por questões políticas. A esquerda está adorando o episódio de Foz do Iguaçu, mas nada fala da violência promovida e enaltecida pelo seu próprio "time". À direita, o que se observa é uma condenação veemente e generalizada do ocorrido, ao contrário do que se vê na esquerda, que muitas vezes justifica a violência como "redentora", já que, para socialistas, os "nobres" fins justificam quaisquer meios.

Vejamos algumas manifestações de conservadores sobre o caso, a começar pelo próprio presidente Bolsonaro: "Independente das apurações, republico essa mensagem de 2018: Dispensamos qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores. A esse tipo de gente, peço que por coerência mude de lado e apoie a esquerda, que acumula um histórico inegável de episódios violentos". Não custa lembrar que o próprio Bolsonaro foi vítima de uma tentativa de homicídio por um esquerdista.

Adrilles Jorge comentou: "Toda violência, toda psicopatia se molda em alguma justificativa perversa. Mas mais perverso é pinçar um psicopata homicida e moldar sua psicopatia em algum 'ismo' como o bolsonarismo . Quem JUSTIFICOU um ato de violência em sua defesa foi Lula , lembrem - se". Adrilles se referia à recente fala de Lula em defesa do seu companheiro Maninho, ex-vereador petista, que teria o "defendido" contra um crítico. Na verdade, eis o que o tal Maninho fez com o sujeito, que quase morreu:

Barbara, do canal TeAtualizei, desabafou: "Bolsonaro repudia a violência cometida por paixão política (ainda a ser apurada), Lula agradece e o PT ainda dá cargo. Mas dois erros não fazem um acerto, o que aconteceu é fruto do 'nós contra eles' alimentado dia a dia. Só posso ficar triste. Às eleições serão pesadas".

O deputado Paulo Eduardo Martins condenou também o episódio: "Lamento o que aconteceu em Foz do Iguaçu. O caso não foi oficialmente esclarecido, mas independente das motivações, é algo que não deveria ter ocorrido. As regras de convívio e a lei devem ser respeitadas e a vida não pode ser banalizada".

Leandro Ruschel lembrou da mudança de postura da imprensa: "É a primeira vez que eu vejo quase toda a imprensa chamando o autor de um crime de 'assassino', e não de 'suspeito'". Esse duplo padrão se alastra por toda a mídia: os jornalistas estão aceitando a valor de face a narrativa de Randolfe Rodrigues e imputando ao bolsonarismo a violência cometida por um imbecil, enquanto sempre alivia a barra dos atos violentos - vários! - praticados por esquerdistas, e com a complacência ou cumplicidade da esquerda em geral.

Antonio Tabet tentou lacrar para cima do presidente, misturando o "crime de opinião" do deputado Daniel Silveira, que recebeu a graça presidencial, com um assassinato: "Bolsonaro deve estar chateado. A lei proíbe que ele conceda a graça a quem comete crimes hediondos. Como homicídio qualificado, por exemplo". Recebeu a merecida resposta do presidente: "Não estou não, Tablet. Quero que apurem e tomem providências. Deve estar me confundindo com a turma que você curte, aquela que correu pra proteger os assassinos do cinegrafista da Band, que cuidava do assassino Battisti, que já teve como membro o bandido que tentou me matar..."

Em suma, a direita está em peso repudiando esse ato violento, cobrando investigações e eventual punição a quem cometeu o crime. Já a esquerda, que está explorando de maneira patética um caso isolado para pintar todo o bolsonarismo como perigoso, sempre dá um jeito de aliviar a barra de criminosos que cometem crimes em nome da causa, da ideologia. Afinal, para essa turma, existe o "assassinato do bem"...

Fonte: Por Rodrigo Constantino

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