ALTA DOS INSUMOS Semente de soja convencional tem alta de 93% em um ano em MT



Porto Velho, RO - A área com soja convencional deve ocupar apenas 3% do total dedicado à cultura no Brasil na safra 2022/23, de acordo com o Instituto Soja Livre. Contudo, o preço da oleaginosa livre de transgenia está em patamar recorde, visto que a saca vem sendo comercializada por até R$ 50 a mais em algumas praças.

No entanto, como o produtor já deve imaginar, os custos de produção também estão em patamares elevados. Último levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra que a semente teve aumento de 92,9% em abril deste ano em comparação com o mesmo período de 2021. Assim, é preciso desembolsar R$ 880,53 por hectare para poder dispor do insumo. Já a soja GMO tem custo de R$ 836,27/ha, diferença de 5,2%.

De forma geral, os custos totais de produção da soja convencional subiram 42,2% em um ano em Mato Grosso, indo de R$ 5.357,98/hectare para R$ 7.620,50/ha. Este preço inclui custos de oportunidade, como capital circulante, máquinas e implementos e benfeitorias. Já a geneticamente modificada, os custos totais ficam em R$ 7.458,97 por hectare e tiveram alta ainda mais expressiva em um ano, de 48%.

Além das sementes, outros insumos contribuíram com o incremento de preços da produção do grão convencional. Os principais foram os fertilizantes e corretivos, com alta de 109%, ou seja, custavam R$ 1.104,96 por hectare e passaram para R$ 2.310,75.

Já nos defensivos, o aumento foi de 18,3%, com destaque aos herbicidas, cujo acréscimo foi de 46,2%, indo de R$ 226,83 para R$ 331,66 por hectare aplicado.

Procura pelo grão

De acordo com o coordenador executivo do Instituto Soja Livre, Eduardo Vaz, a disposibilidade por sementes de soja convencional está, no momento, aquém da procura. Mesmo assim, números da entidade apontam que a área destinada ao grão sem transgenia deve aumentar cerca de 20% na próxima safra.

Segundo ele, a Europa é o destino de cerca de 90% de toda a soja convencional produzida no país. No entanto, também há procura por parte dos países asiáticos. “Estamos estreitando relacionamentos nos últimos tempos. Em abril deste ano, por exemplo, estivemos reunidos com a Câmara de Comércio da China. Já tivemos uma sinalização positiva para a aceitação da soja convencional nos moldes em que ela já é produzida no cenário nacional”, destaca.

Fonte: Por Victor Faverin, de São Paulo

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